Apresentação

Quem navega pelo Lago dos Dragões, em suas águas turvas por lodo e mesmo corpos monstruosos em decomposição, avista ao chegar na capital Suzail, duas torres castelares impondo-se ante o cenário cujo fundo são montanhas a circundarem os seres que aí habitam.

É a sensação, entre os súditos, o abraço das montanhas, a saudade que fica sempre do mar, a vontade de perder-se pelas árvores da antiga floresta élfica, Cormanthor; perder-se nos segredos mágicos de Cormanthor.

No porto, a celeuma de alfandegários e demais fiscais a controlarem meticulosamente a entrada de aventureiros e outra sorte de gente que podem ameaçar a estabilidade do reino: Magos de Guerra e Dragões Púrpura, duas organizações que tanto enchem de orgulho os que dela participam. E mesmo respeito dentre os que não as suportam.

O cheiro de todos mistura-se ao sabor de uma brisa corriqueira, ora doce e misterioso, ora salgado e pungente, sempre variando, nunca o mesmíssimo cheiro. Cotidiano aqui, para os que sabem viver, não existe. Ao menos todos dizem isso.

A cidade de Suzail parece ter pernas, parece caminhar junto com suas gentes, de lá pra cá, perdida entre as várias casas e demais construções; casas feitas de pedra, cal e madeira, em estilo copiado por outras partes de Faerun, uma arquitetura de exportação que reflete o espírito Cormireano, o da acolhida, apesar da grande preocupação com a segurança.

Mas o tempo urge e o encontro precisa dar-se logo. O local não podia ser melhor: a taverna da Lua e Estrelas, em Waymoot. A cavalgada começou.

Encontros

Bem legal a tarde hoje, pois finalmente pudemos nos reunir para a feitura da ficha das personagens e mesmo o que cada jogador iria fazer. Por exemplo, Raphael estava em dúvida entre as classes clérigo e oracle, mas aí o Rodolpho falou que sisoke Luiz Ratts faria um ranger, então… Mais ainda, Eduarda juntou-se a nós e, ao lado da Helena, construíram bem suas fichas e histórias sobre o passado de cada ‘boneco’.

Apesar de algum sono, por conta da lauta refeição que fizemos, a tarde transcorreu agradável e com muitas risadas.

Boataria

– Dhag Greybeard está recebendo visitas pomposas em sua casa. Vieram carregando um monte de livros.

– Estou falando, Berta, e juro pelas minhas barbas e forja: estou com esses malditos pesadelos! E quando estou assim, alguém MORRE!

– Os preços da pele que os da cidade importam para o forte High Horn estão altíssimos! Não sei por que, visto que a qualidade caiu e muito.

– Goblins estão atacando as vacas do sr. Chunil! Quer dizer… os dentes parecem com os deles!

– Os pães estão cada vez piores! Precisamos contratar alguém de mais confiança e cuidado. Esse padeiro que está aí é um imundo. Maldito gnomo!

– As tempestades… em Storm Horns… estão tão diferentes, como direi?