Aventura

Apresentação II

Em off:

– Então… começou. (voz grave, rouca)

– Sim. Finalmente o primeiro movimento foi dado. Aguardemos os outros lances.

– Sssim… esssperemosss… precisss(z)o alimentar-me.

– Todos precisamos, meu caro. Todos precisamos. Inclusive, eles. Aliás, que servo interessante esse seu.

– Obrigado… foi idéia minha, marcar-lhe assssssim.

-x-

Arredores de Suzail

O vento sopra forte, a medida em que a tarde avança e com ela arrasta os trabalhos de todos. Nobres em suas vestimentas pomposas fazem os pajens trabalharem intensamente em inúteis serviços de arrumações de roupas e outros badulaques, tendo de virarem-se com linhas e agulhas enquanto caminham. E cavalos, muitos deles! Cavalos em todos os lugares. Haverá, breve, um festival para escolher a próxima montaria de guerra do rei Azoun IV. Conta-se que, dessa vez, nobres querendo impressioná-lo mandaram vir puros-sangue de Calimshan! Outros, mais abastados e com maior planejamento, ousaram importá-los das áridas terras de Zakhara! Uma comitiva foi organizada pelo barão de Eagle Peak, de nome diferente dos nosos: Dyab Imam-Min-Najm;

Questiona-se o fato dele não ter usado de mágica para simplesmente teleportá-los para Suzail, mas… Comenta-se que há um ser mágico entre os da comitiva, algo como que um elemental do ar

A capital está agitada por conta disso. E fedida também! Estrume por todo lugar! E os responsáveis pela limpeza já falam mal do próprio rei, dizendo que ‘forte é o cheiro da bosta do castelo’!

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Apresentação

Quem navega pelo Lago dos Dragões, em suas águas turvas por lodo e mesmo corpos monstruosos em decomposição, avista ao chegar na capital Suzail, duas torres castelares impondo-se ante o cenário cujo fundo são montanhas a circundarem os seres que aí habitam.

É a sensação, entre os súditos, o abraço das montanhas, a saudade que fica sempre do mar, a vontade de perder-se pelas árvores da antiga floresta élfica, Cormanthor; perder-se nos segredos mágicos de Cormanthor.

No porto, a celeuma de alfandegários e demais fiscais a controlarem meticulosamente a entrada de aventureiros e outra sorte de gente que podem ameaçar a estabilidade do reino: Magos de Guerra e Dragões Púrpura, duas organizações que tanto enchem de orgulho os que dela participam. E mesmo respeito dentre os que não as suportam.

O cheiro de todos mistura-se ao sabor de uma brisa corriqueira, ora doce e misterioso, ora salgado e pungente, sempre variando, nunca o mesmíssimo cheiro. Cotidiano aqui, para os que sabem viver, não existe. Ao menos todos dizem isso.

A cidade de Suzail parece ter pernas, parece caminhar junto com suas gentes, de lá pra cá, perdida entre as várias casas e demais construções; casas feitas de pedra, cal e madeira, em estilo copiado por outras partes de Faerun, uma arquitetura de exportação que reflete o espírito Cormireano, o da acolhida, apesar da grande preocupação com a segurança.

Mas o tempo urge e o encontro precisa dar-se logo. O local não podia ser melhor: a taverna da Lua e Estrelas, em Waymoot. A cavalgada começou.

Boataria

– Dhag Greybeard está recebendo visitas pomposas em sua casa. Vieram carregando um monte de livros.

– Estou falando, Berta, e juro pelas minhas barbas e forja: estou com esses malditos pesadelos! E quando estou assim, alguém MORRE!

– Os preços da pele que os da cidade importam para o forte High Horn estão altíssimos! Não sei por que, visto que a qualidade caiu e muito.

– Goblins estão atacando as vacas do sr. Chunil! Quer dizer… os dentes parecem com os deles!

– Os pães estão cada vez piores! Precisamos contratar alguém de mais confiança e cuidado. Esse padeiro que está aí é um imundo. Maldito gnomo!

– As tempestades… em Storm Horns… estão tão diferentes, como direi?