Autor: hecorpg

1ª Sessão

1ª Sessão

Início: 20:20

Término: 11:40

Participantes: Raphael Assis, Rodolpho Raphael, Thiago Ribeiro, Luiz Ratts, Helena Carneiro

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“… em um dado momento, foi possível ver um certo manto escarlate e mesmo ouvir o barulho de ossos. UM RELÂMPAGO!…”

DESCRIÇÃO INICIAL

A carruagem e demais cavalos da pequena comitiva vem, arrastando-se pela lama recém feita, em direção à estalagem da Lua e das Estrelas. à frente, um cavaleiro de barbas longas, alguns fios brancos e uma tez com pequenas cicatrizes, que parece não incomodar-se com a chuva estalejando sua armadura bastante rubro-acinzentada. Os pingos grossos eventualmente acertam-lhe os olhos, sua alma.

Resmungos e resfolegos dos cavalos denunciam o cansaço de todos. Apesar do amanhecer iminente, ainda é madrugada nos corações destes que viajam…

Em seguida, após o cavaleiro, dois estrangeiros, um de pele mais escura e outro que mais parece um drow sem o ser, em seus trajes exóticos e coloridos, trajes à guisa de mantos e bordados, com padrões coloridos, falando raramente entre si, em um idioma que de tão meloso, leva a crer que estão sempre falando de alguma terra longíqua e maravilhosa.

Adentrando a cidade, a fraca luz de alguns lampiões turva-se na precipitação, que aumenta um pouco, junto com o desconforto e pressa por algum lugar seco e quente e confortável.

1º comentário

O cavaleiro é Charmada Goodfellow, dragão púrpura (humano), por volta dos seus 45 anos. Ele veio de Suzail, capital, com os outros PCs e NPCs, Almardin Al Tiqan e Akin Folami.

Ao chegarem a taverna The Moon and Stars, o grupo é recepcionado por duas figuras trajando mantos de um azul escuro, com suas cabeças cobertas por um aveludado capuz. São conduzidos, após algumas mesas e cadeiras vazias até a presença de Vangerdahast, cuja barba em um rosto redondo e de bochechas vermelhas, dá as boas vindas de maneira formal, em leve esboço de sorriso por pura educação.

Apesar da manhã que parece rastejar para fazer-se presente no mundo, como aqueles domingos modorrentos o ambiente está escuro, com poucas velas espalhadas aleatoriamente, clareando os rostos de todos. O grande mago de Cormyr parece não incomodar-se com isso. Ele diz que buscou reunir os distintos para que, de maneira discreta, averiguem o que de fato acontece na pacata cidade de Waymoot, afinal, são apenas uns mil e poucos habitantes.

Ele então fala que crianças recém nascidas estão desaparecendo, sequestradas durante a noite. Se interrogado, falará que é em uma noite específica, após tres dias contados a partir da lua cheia. Isso é o que mais lhe incomoda no momento, posto que esse dia chegou (será o próximo, após essa reunião). Se indagado sobre as ‘notícias berradas’, ele fala que mandou plantar essa notícia para que a população fique mais vigilante sobre suas proles.

Vangerdahast lançará um encantamento que manterá os jogadores ‘escondidos’ de investigações mágicas.

Caso questionem, os dois estrangeiros dirão que vem de Zakhara, da Cidade das Maravilhas Ajayib, aquela que é governada pela mais rara das jóias, a Califa Halima al-Wahsi, a perolada! E estão indo para a cidade de Eagle Peak, seguindo pelas montanhas, bem ao sul, em uma viagem que ainda demorará alguns dias. Eles são emissários da cidade, mas por seguirem Najm… uma aventura não lhes fará mal. Trazem consigo a mais renomada das bebidas feita com os melhores grãos do globo na melhor região: café!

2º comentário

Se saírem para investigar, os jogadores ouvirão pelas ruas que::

– Pelos pastos, muitas vacas mortas com marcas de dentes de goblins, nas poucas carcaças que restaram inteiras;

– Dhag Greybeard está recebendo visitas pomposas em sua casa. Vieram carregando um monte de livros;

– As pessoas de uma maneira em geral estão tendo muito pesadelos: “estou falando, Berta, e juro pelas minhas barbas e forja: estou com esses malditos pesadelos! E quando estou assim, alguém MORRE!”;

– Os preços da pele que os da cidade importam para o forte High Horn estão altíssimos! Não sei por que, visto que a qualidade caiu e muito;

– Os pães estão cada vez piores! Precisamos contratar alguém de mais confiança e cuidado. Esse padeiro que está aí é um imundo. Maldito gnomo!;

– As tempestades… em Storm Horns… estão tão diferentes, como direi?.

À tarde, pela rua, uma carruagem virá desembestada, conduzida por um orc. Ela atropelará uma criança, matando-a imediatamente, pois a roda passará por cima de sua cabeça. A mãe ficará em choque, ao lado do outro filho, de 4 anos. A criança morta tem sete. O orc estava transportando carga de bebidas vinda de Dhedluk para os nobres locais.

A criança sobrevivente falará algo enigmático, do tipo ‘um moço falou pra mim não soltar da mão de minha mãe e não ficar triste… ele falou coisas’. O grupo pode investigar para localizar essa pessoa.

3º comentário

Os goblins costumam atacar as fazendas à noite, em grupos de 5 mais uns 2 kobolds. Quase todas as noites ao menos uma rês é atacada.

4 º comentário

Na casa da família Dubrien, há um recém nascido. São fazendeiros e contrataram inclusive seguranças para cuidarem da casa, que tem tres andares. O bebê fica no quarto dos pais. Há dois seguranças nas portas. Os jogadores podem tentar impedir o rapto, que será feito por goblins.

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3|Após alguns combates (pois quando um grupo morre, após uma meia hora, vem outro), um dos goblins, melhor vestido e usando uma espada longa ao invés da curta, estará usando um pingente de um dente de ogro (caso outro grupo seja derrotado, encontrarão outro pingente/dente), que é o diapasão de um gate, próximo dos arredores da cidade, que leva para uma floresta ‘em algum lugar’. TERÃO DE INVESTIGAR SOBRE O QUE É ESSE DENTE, DESCOBRIR QUE É UM DIAPASÃO E ACHAR O LUGAR DO GATE. Um goblin, desses melhor vestido, sobrevivente, fugirá. Caso alguém o siga, o verá desaparecendo através de um gate.

Lá, caso DESCUBRAM e decidam seguir adiante, através do gate, encontrarão mais e mais goblins, até chegarem em uma clareira, onde um ogro, provavelmente o líder deles, se encontra. Detalhe que ele está sem dente algum em sua boca. Caso matem o ogro, encontrarão um broche, cujo detalhe/desenho é de uma aranha prateada em um fundo preto. Voltarão pelo ponto em que chegaram.

Retornando a Vangerdahast, o mago real analisará o broche e dirá que não é mágico, mas esquisito possuir o desenho dessa aranha, olhando para o half-drow do grupo (personagem do Thiago).

FIM DA SESSÃO

 

Apresentação II

Em off:

– Então… começou. (voz grave, rouca)

– Sim. Finalmente o primeiro movimento foi dado. Aguardemos os outros lances.

– Sssim… esssperemosss… precisss(z)o alimentar-me.

– Todos precisamos, meu caro. Todos precisamos. Inclusive, eles. Aliás, que servo interessante esse seu.

– Obrigado… foi idéia minha, marcar-lhe assssssim.

-x-

Arredores de Suzail

O vento sopra forte, a medida em que a tarde avança e com ela arrasta os trabalhos de todos. Nobres em suas vestimentas pomposas fazem os pajens trabalharem intensamente em inúteis serviços de arrumações de roupas e outros badulaques, tendo de virarem-se com linhas e agulhas enquanto caminham. E cavalos, muitos deles! Cavalos em todos os lugares. Haverá, breve, um festival para escolher a próxima montaria de guerra do rei Azoun IV. Conta-se que, dessa vez, nobres querendo impressioná-lo mandaram vir puros-sangue de Calimshan! Outros, mais abastados e com maior planejamento, ousaram importá-los das áridas terras de Zakhara! Uma comitiva foi organizada pelo barão de Eagle Peak, de nome diferente dos nosos: Dyab Imam-Min-Najm;

Questiona-se o fato dele não ter usado de mágica para simplesmente teleportá-los para Suzail, mas… Comenta-se que há um ser mágico entre os da comitiva, algo como que um elemental do ar

A capital está agitada por conta disso. E fedida também! Estrume por todo lugar! E os responsáveis pela limpeza já falam mal do próprio rei, dizendo que ‘forte é o cheiro da bosta do castelo’!

Epistolae Abyssum – I

Quem disse que o abismo nos contempla de volta, não estava brincando. Daqui onde estou, não vejo sentimento diferente que esse antecipar que, eu sei, nunca chegará: esperança é palavra vazia.

Algo acontece. Sinto uma luta interna. Alma, se ainda a possuo, a imagino abandonada, igualmente desprovida de qualquer sentido. E se te escrevo é para não sucumbir à loucura que impera nessa região.

Estou só. Demônios em sua constante luta caótica contra os diabos de outros planos. Por mais se pareçam, aqueles só sabem avançar furiosamente contra seus opositores, parecendo pouco importar se os derrotam ou não.

Claro… o abismo vomita incessantemente seus habitantes. Sinto-me parte já desse refluxo: um rejeitado.

K.